quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Diário de um palhaço - 4º dia


Domingo, dia de Feirinha do Largo da Ordem em Curitiba. Marcamos para se encontrar na casa azul para nos trocarmos. Dessa vez tínhamos a companhia do Palhaço Fovolski. Eramos 4: Fidalgo, Biro Biro, Fovolski e eu Tchonsky. Nos trocamos e começamos nossas caminhadas.
Já no começo da feira começamos a brincar com as pessoas. Cumprimentávamos, dávamos risadas e tirávamos muitas fotos. De repente encontramos um senhor que falava bastante sobre a Bíblia. Ele começou a nos seguir e falava alto. Não estávamos mais conseguindo brincar pois ele de certa forma estava atrapalhando. Começou uma nova brincadeira: Despistar o senhor. Nos dividimos, corremos e ele sempre na nossa cola. Foi então que paramos e ele continuou. Depois de uma batalha de quase uma hora o senhor simplesmente nos ignorou e continuou sua caminhada. 
Fomos até o chafariz central e começamos uma brincadeira. Fidalgo iria entrar naquelas águas, pediu para Fovolski tirar seu sapato e ele quase arrancou o pé do Fidalgo. Havia esquecido de desamarrar. 
Fidalgo colocou um maiô e começou a falar que ia nadar, estávamos chamando a atenção do público para poder fazer o número da corda. Quando conseguimos a atenção de um grande número de pessoas realizamos o número da corda. Conhecemos várias pessoas, umas falavam em outra língua e nós também.
Porém, alguns comerciantes não gostaram de nós estarmos por ali, então fomos até outro lugar, para não incomodá-los. 
Chegamos em um lugar onde havia várias barracas vazias. Começamos a vender suvenir invisível. 
- Suvenir Invisível é aqui!
Mesmo ali, alguns comerciantes não gostaram. Estávamos sem muito o que fazer, quando alguns gringos chegaram para tirar fotos. Fidalgo encheu um balão pelo nariz e tiramos várias fotos. Surgiu a ideia de irmos para outro lugar e foi cogitada a hipótese de irmos até o Jardim Botânico. Não sabíamos se podia, mas fomos.
Na nossa ida brincamos com os carros que paravam nos semáforos. Chegamos a ganhar algumas moedas.
Fomos até o Jardim Botânico.
Meio receosos entramos pois ainda não sabíamos se podia. Eu fui trocar umas moedas em uma banca e perguntei se havia a possibilidade de umas brincadeiras dentro do parque. A resposta foi:
- Pergunte pro guardinha!
Não encontramos nenhum para perguntar, então fomos.
As pessoas não esperavam que isso poderia acontecer. Já na entrada ficavam nos chamando, querendo tirar fotos. Pensamos que quando encontrar um guarda perguntamos, até lá, vamos indo.
Fidalgo começou a fazer esculturas de balão. Simplesmente foi o ato que mais chamou a atenção de todos. Fazia tempo que não via tantas crianças juntas. Até agora não sabemos de onde surgiu tantas.
Creio que foi distribuída em torno de 200 esculturas de balão. Enquanto isso acontecia, Biro Biro e eu tirávamos fotos e brincávamos com as pessoas que não queriam as esculturas. Fovolski ajudava o Fidalgo.
O meu mascote, o Pica-Pau (pombo) também conseguiu tirar várias fotos, até queriam levar ele embora, mas as pessoas não sabem o que é ter um pássaro de duas personalidades em casa.
Passou-se quase a tarde inteira. Estávamos indo embora quando avistamos um guarda. Ficamos todos sérios, mas eu imagino a cara do guarda ao ver 4 palhaços sérios. Ele passou por nós e não disse nada. Começamos a cantar de felicidade:
- O bode brigou com a cabra, a cabra disse béé...!
Uma experiencia unica, pois brincamos e conhecemos diversas pessoas de vários lugares do Brasil. Sem falar os gringos e sem contar o medo a coragem de brincar em um lugar que até então não se brincava.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Diário de um palhaço - 3º dia



O nosso terceiro encontro foi novamente na rua XV de novembro em Curitiba. Este lugar esta se tornando nosso palco. Desta vez tivemos a companhia de mais dois palhaços. O palhaço Biro Biro e a palhaça Augusta. Começamos nos trocando, Fidalgo, Augusta e eu, em uma praça próxima. Já temos amizades formadas neste lugar como o segurança da cafeteria. 
Após os três prontos fomos até a rua. Lá encontramos o palhaço Biro Biro. Começamos então a brincar. A palhaça Augusta é professora de inglês e começou a dar aula para o público. Quem segurava o quadro negro era o palhaço Fidalgo. Enquanto isso, eu ficava aprendendo inglês junto ao público e o Biro Biro passava protetor solar. Conseguimos fechar uma roda bem grande e a aula de inglês foi muito bem recompensada. 
Após fizemos o número da corda com a ajuda do público. Nos divertimos brincando com essas duas cenas. 
O palhaço Fidalgo resolveu que iria nadar no chafariz que havia ali perto. Colocou seu maiô e pediu para o palhaço Biro Biro tirar seu sapato. Depois de uma batalha para tirar o sapato e quando deu aquele puxão, Fidalgo caiu com tudo dentro do chafariz. Até mesmo quem não viu toda a cena deu risada da atrapalhada dos dois. Fidalgo acabou não nadando e até esqueceu de tirar o maiô. Resolvemos dar mais aulas de inglês com a professora palhaça Augusta. 
- Como faz para avisar o médico que você está com muita tosse?
- Doctor... Coffee Coffee...
Depois de concluídas todas as cenas neste local, começamos a andar pela rua XV. Fomos cumprimentando as pessoas e é incrível quando elas percebem que o bom dia veio de um palhaço. O sorriso é instantâneo. Até mesmo as pessoas mais carrancudas esboçam um sorriso mona lisa.
Andamos de um lado ao outro da rua mas não achamos a oportunidade de fazer uma brincadeira. Algo que me acompanhou e que adotei como meu mascote é o Pica Pau de pelúcia com dupla personalidade. Ele usa um crachá dizendo qual sua personalidade no momento. Neste dia ele era um pombo. Diversas vezes ele ia ao encontro de seus amigos. Teve um momento que ele apartou uma briga de pombos. 
Estávamos indo para a Praça Tiradentes. Conseguimos uma pequena brincadeira com o ônibus de turismo, mas apenas conversa, nada de encenações. 
Já era perto do meio dia.
A palhaça Augusta tinha um compromisso a tarde. Resolvemos tomar um suco e ela foi embora. 
Estávamos pensando em ir embora também quando nós três decidimos que iriamos fazer mais uma cena da corta próximo ao chafariz. O problema que o sol estava bem forte e não conseguimos fechar uma roda, mas conseguimos fazer uma apresentação muito bacana. Encontramos um grupo de jovens dispostos a brincar. O palhaço Fidalgo até vestiu uma jovem de noiva e queria casar com ela. As gargalhadas do grupo eram enormes. No meio da brincadeira, avistei dois amigos da minha cidade natal. Fui correndo abraçá-los. Falei que iria chamar eles para as brincadeiras, mas até hoje não sei onde estão. 
A brincadeira da corda foi muito divertida e o palhaço Fidalgo finalizou a cena com um número de mágica. 
O palhaço Fidalgo começou a fazer esculturas de balão para dar para as crianças. Algumas tinham medo, outras tinham muita vontade de chegar perto, mas todas queriam uma escultura.
Terminada todas as apresentações e quando estávamos arrumando nossas coisas para ir embora chegou uma mãe com seu filho de mais ou menos dois a quatro anos de idade. A mãe disse:
- Entrega as moedas pro palhaço.
Ele colocou suas moedinhas dentro do meu chapéu. Eu já estava abaixado arrumando minhas coisas então ele só colocou as moedas sem esforço. A mãe voltou a falar:
- Faz o que você queria fazer, faz o que você queria fazer!
E o menino me deu um abraço bem apertado. A mãe:
- Ele falou que queria dar um abraço em um palhaço hoje.
E foram embora.
Não há palavras para expressar o que o Tchonsky sentiu neste momento. Até hoje este episódio é contado com grande emoção.
Fomos embora e ainda presenciamos a polícia perseguindo uma mulher que roubou uma bolsa. Não só a polícia mas como toda a população por perto. 
Este foi um dia cheio de emoções.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Diário de um palhaço - 2° dia


Na segunda aparição, Palhaço Tchonsky e Palhaço Fidalgo saem para a rua XV de Novembro em Curitiba. Estava eu, com muita empolgação de novamente sair de palhaço, sentir essa liberdade que pouquíssimos conseguem ter. Na rua movimentada do centro da cidade, resolvemos nos trocar em uma praça menos movimentada, ainda bastante acanhados. 
Sentamos no banco da praça e começamos a nos trocar. Então uma mulher se aproximou, acendeu seu cigarro  e falou que ia ficar nos olhando. Ela gosta desse tipo de arte. De repente aparece um homem e diz que se quisermos podemos trocar de roupa e utilizar o banheiro da cafeteria que ele trabalha. É incrível como há um respeito e uma admiração de certas pessoas pelo palhaço. Ficamos muito agradecidos mas acabamos trocando de roupa na praça mesmo.
Partimos para a rua XV e  havia um certo movimento. Não sabíamos o que fazer, mas fizemos. Começamos andando pela rua. Foi então que encontramos um cartomante que nos deu várias moedas. Talvez isso seja insignificante, mas um artista de rua sendo valorizado por outro, é muito gratificante, pois sabemos como é complicado conseguir poucas moedas. 
Foi ali que Fidalgo me olhou e falou para começarmos o show. Em prontidão aceitei e começamos ao número que ele coloca um balão na cabeça e enche pelo nariz. Conseguimos formar uma roda de pessoas grande, mas devido a um ponto não muito estratégico a roda não se fechava, era um ponto de passagem. Mesmo assim a cena foi muito boa.
Continuamos nossa caminhada pela rua. Cumprimentávamos as pessoas, as crianças e sempre bem respondidos com um sorriso.
Andamos de uma ponta a outra da rua e não conseguimos encontrar um espaço entre comerciantes e artistas para podermos nos apresentar. Então Fidalgo sugeriu para irmos até a praça Tiradentes. Fomos sem saber o que nos esperava.
Nesta praça há uma parte elevada de vidro onde mostra os primeiros caminhos de pedras da fundação da cidade. Para nós, um rio cheio de peixes.
Retiramos duas cordas da mala e começamos a pescar. De repente algumas crianças começaram a chegar perto para ver o que estava acontecendo. Começava um jogo de palhaço com as crianças. 
Eu pedi para duas meninas segurarem as cordas bem forte para os peixes não escaparem e pela força que elas seguravam as cordas, nenhum peixe do mundo conseguiria escapar. 
Um menino mais esperto entrou no vidro. Na hora berramos para não fazer isso porque lá havia tubarão. Ele ficou dando risada e debochando da nossa cara. Fidalgo não gostando muito pegou durex e amarrou o menino no alambrado para ele não entrar mais. A gargalhada deste menino era de uma criança que estava se divertindo demais com a brincadeira.
Mais crianças chegam para ver o que estava acontecendo. Fidalgo começou a fazer esculturas de balões para entregar para elas. Na verdade ele apenas enchia o balão, fazia muito barulho e falava que era uma baleia, mas o balão só tinha a forma inicial. A criança saia correndo gritando para os pais, olha, uma baleia. 
Se os adultos mantivessem essa imaginação, hoje com certeza estaríamos num lugar melhor de se viver.
Passamos as horas com essas crianças, com pais se divertindo e com sorriso no rosto. Não sabia e descobri naquele dia que o Palhaço Tchonsky gosta de crianças.
E ao passar o chapéu, os pais davam as moedas dizendo:
- Vou colaborar porque eu sei que o meu filho se divertiu!
Acabamos nossa cena e retiramos o figurino. Mas ao retirar já estava contando as horas para colocar novamente. Começava a descobrir que palhaço não é uma profissão é uma emoção.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Propagandas

Uma das minhas apresentações no lendário bar Era Só O Que Faltava


segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Tchonsky...o início


Era um domingo ensolarado, o que de certa forma é raro de se ver em Curitiba, já passava das 10 horas e 30 minutos quando cheguei a Feira do Largo da Ordem. Uma feira de artesanato domingal que atrai turistas do Brasil inteiro.
Encontrei o Fidalgo.
Fomos até uma casa azul que fica próxima as ruínas de São Francisco. Enquanto conversávamos, íamos nos trocando. Não sei o que passava pela minha cabeça naquele momento, parecia que já fazia isso a anos e era apenas mais um dia normal, mas sabia que era a primeira vez. Mostrei meu sapato para ele. Achou muito bacana e que combinava com meu figurino. Emprestei a maquiagem e mesmo não sabendo o que fazer comecei a fazer. Fiz algo que achei que ficasse bacana. E achei que ficou.
Estava quase tudo pronto, faltando apenas uma coisa. O nariz.
Coloquei.
Parecia que o mundo se tornava diferente. Não era mais eu, agora era Tchonsky.
Não sabia o que fazer mas fui fazer. Segui os passos do Fidalgo. Começamos cumprimentando as pessoas e fomos andando pela feira.
As pessoas abriam um sorriso cada vez que nos viam. Mesmo as que estavam apáticas esboçavam um sorriso Mona Lisa.
Fidalgo começou a encher um balão. Colocou-o inteiro na cabeça e o enchia com o nariz. Inexplicavelmente tirei o meu chapéu e comecei a falar alto para que todos o vissem fazer tal bizarrice e sem perceber uma mulher foi e pôs umas moedas no meu chapéu. Aquele ato me fez pensar na alegria de um artista pelo reconhecimento de seu trabalho, mesmo sendo poucos centavos.
Continuamos andando pela feira. Sem motivos, Fidalgo parava e enchia o balão com o nariz e eu aclamava para que a população o visse.
Em alguns momentos, alguns pais pediam para tirar foto com seu filho. Este momento foi muito marcante. Algum dia esta criança vai ver essa foto e se lembrar de duas criaturas na feira de Curitiba. Uma foto é para sempre.
Chegamos ao chafariz do cavalo. Começamos um pequeno espetáculo. Fidalgo queria entrar na água e as pessoas queriam o ver na água. Começou um jogo.
A cada agitação e a cada empolgação mais pessoas paravam. Algumas admiravam ao longe, outras faziam questão de estar por perto. Mais uma vez ele encheu o balão com o nariz, mas este escapou de sua cabeça e caiu dentro da água do chafariz. As forças conspiravam para que ele entrasse na água. Com alguma enrolação ele fez tal ato e ninguém acreditava.
Em seguida fez um número de mágica com a aliança de uma pessoa que nos assistia.
Passei o chapéu, agradecemos e fomos para a casa azul nos trocarmos.
Contei o dinheiro o qual foi dividido em duas partes iguais.
Quando troquei de roupa, tirei a maquiagem e o nariz, voltei a ser eu. Tchonsky agora estava em descanso.
Mas desde aquele dia, parece que Tchonsky não para de me perturbar e querer sair. É algo que não se pode apenas falar, é algo para se sentir.
Um verdadeiro mundo se abre quando se coloca o nariz, um mundo onde você esta não esta lá estando. Onde ninguém te enxerga enxergando.
Onde todos dão risada quando você não está rindo.
Onde todos acreditam que você é não sendo.
Assim nascia o Palhaço Tchonsky.

domingo, 13 de novembro de 2011

Igrejas

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Não pude deixar de assistir a essa grande obra do ser humano. Uma igreja que fala sobre a unção do espírito santo, onde as pessoas se atiram ao chão simbolizando a chegada deste espírito.
Não sou contra nenhuma religião. Cada um tem o direito de escolher aquela que mais o agrada, ou simplesmente optar por não ser adepto a nenhuma.
Todas tem um comum: o reino dos céus. A morada ao lado do criador e de seu filho. Todas tem em comum o fim, mas para chegar até este fim, a caminhada é diferente.
Para algumas igrejas, esta caminhada precisa ter sacrifício. Para outras precisa ter remuneração em dinheiro. Mas todas usam de um argumento que eu considero desprezível. Utilizam da ignorância da população.
O povo, habituado a sofrer (trabalho, impostos, insegurança, roubo, assalto, drogas) acaba sendo iludido pelas más interpretações bíblicas utilizadas em qualquer igreja. Esta interpretação sempre é benéfica para o pastor ou padre e nunca para o leigo ou crente. Se realmente Jesus, ao repartir o pão e os peixes (que segundo a bíblica em aramaico não seria peixe e sim alga seca, uma ótima combinação com pão naquela época) dividiu tudo em partes iguais com TODOS, porque agora temos que doar uma quantia a estas igrejas e elas não doam nada para nós? Fazem grandes templos enquanto ainda existem pessoas sem ter onde morar. E o pior que essas pessoas que não tem onde morar doam uma quantia do seu suado dinheiro para estas igrejas.
E as primeiras comunidades cristãs? Pedro e Paulo tinham o comando e tudo o que a comunidade tinha era divido em partes iguais entre todos. Por que a igreja não entre em discussão com o governo reclamando sobre os altos salários dos deputados ou sobre os altos impostos cobrados?
E com relação ao vídeo. Sem argumentos para falar sobre a falta de inteligência destas pessoas, tanto as que caiam quanto aqueles que faziam cair.
Não quero retirar a fé nem a crença de ninguém, mas apenas fazer o povo refletir. Se você vai a uma igreja, vá de coração e reze sem escutar ninguém. Sem escutar padres ou pastores, apenas reze para o teu deus. Se a tua fé é do tamanho de um grão de mostarda, com certeza este teu deus, independente da tua igreja vai te escutar. E não precisa ir a um templo, pois se deus é onipresente, ele estará agora contigo.
Nunca deixe ser convencido por homens de gravata ou por batina. Eles são apenas homens iguais a você. Se deus "falou" com eles, ele falará com você de forma igual. O que eles tem que você não tem? Deus não olha o cartão de crédito ou o teu sexo, ele olha você.

sábado, 1 de outubro de 2011

Falsidade, passe adiante...


Durante séculos o homem desenvolveu várias virtudes. Atualmente, a que mais se destaca é a falsidade. A falsidade tem sido uma virtude tão bonita que já não é mais perceptível se existe ou não. É como se ela estivesse ligada a diversas outras emoções abstratas, como o amor e o ódio.

A falsidade é magnífica. Ela consegue ludibriar, derrubar, mergulhar e ao mesmo tempo engrandecer, superar e aliviar quem sabe utilizá-la.

A falsidade é tão bela que consegue fazer com que as emoções ruins sejam esquecidas e as emoções boas voltem a aparecer. Poucas pessoas têm essa virtude tão bem trabalhada.

Os monges tibetanos passam anos em meditação. Conseguem até mesmo secar uma toalha molhada no corpo só usando a força da mente. Mas o que eles mais desenvolvem é a falsidade. Podemos verificar isso com o Kung fu. Ao mesmo tempo, que você espanca seu adversário você o levanta e diz palavras sábias para que ele aprenda com a derrota.

A falsidade é magnífica. Poucas pessoas têm essa virtude.

Conseguimos manipular as pessoas com apenas uma parcela do nosso potencial de falsidade quando queremos. Podemos tornar o inimigo, amigo. E podemos deixar que o amigo morra pensando que nunca fomos amigos.

E mesmo nas horas complicadas, difíceis da vida, a falsidade vem para iluminar o seu caminho e poder transformar tudo ao seu redor. As novelas são um ótimo exemplo para estudarmos e aperfeiçoarmos essa virtude. Podemos aprender com os grandes mestres da dramaturgia brasileira como aplicar a falsidade e não apenas em uma novela, mas em diversos programas.

A falsidade é magnífica. Poucas pessoas têm essa virtude.

Outro exemplo para podermos aperfeiçoar a manipulação da falsidade são os programas que misturam humor com doação. Neste momento é como se o nirvana da falsidade irradiasse toda a sua força. Incrivelmente, ela consegue persuadir e manipular as pessoas com pouca faculdade intelectual e convencer a doar ou a rir.

Nunca seja egoísta a ponto de guardar essa virtude tão bem elaborada só para você. Seja carinhoso, seja companheiro. Se você tem uma falsidade bem desenvolvida, passe adiante. Mostre a todos que com estudo e perseverança conseguimos desenvolver essa virtude tão magnífica.

Falsidade, se você tem, passe adiante.